Construída
em 1943, por Fernando Telma (*24/01/1918 †12/03/1994) e
Alice Amália Roesler (*23/03/1920 †16/08/2002).
Ele, carpinteiro de
"mão cheia", agricultor, empresário e fazia vinho como
poucos.
Ela, exímia costureira, servindo a casa como seu ateliê.
Desta união nasceram os 5 filhos.
Após o falecimento do casal o imóvel ficou sob os
cuidados e responsabilidade do filho Edemar.
O estilo do imóvel
caracteriza uma época de transição na cidade, representando uma
arquitetura germânica tardia, ainda fortemente influenciada por essa
cultura. Sua restauração contribui para preservar a memória
cultural da cidade.
Sua localização tem relação com a povoação do bairro e o desenvolvimento da
região. A Rua José Ruckl é uma extensão da Estrada das Neves, ou seja, faz parte da via
estrutural que liga o bairro Serra Alta ao Centro, muito importante para o
desenvolvimento do município, principalmente a partir da construção da linha férrea,
iniciada em 1904, e da Estação Ferroviária de Serra Alta, construída entre os anos de 1911
e 1912 e inaugurada em 1913.
A volumetria acompanha o estilo de construir da década de 1940, com planta
retangular em um volume único, com acesso principal central e frontal protegido pelo
alpendre. A presença do alpendre mostra um movimento na fachada, perdendo a rigidez
dos volumes construídos até então.
Concebida para ser residência, possui pouca ornamentação, limitada aos frisos,
que marcam a divisão do térreo e o sótão, e as cimalhas estreitas nas janelas. Apesar da
simplicidade nos detalhes, possui solução plástica simétrica e proporcional.
A edificação está implantada no centro do lote, com recuos frontal e laterais,
utilizados como jardins.
Localizada em um terreno elevado do nível da rua, ocupa posição
de destaque, imponente no entorno e na paisagem urbana.
O jardim frontal apresenta o
predomínio da vegetação, a qual toma a fachada e traz um ar bucólico ao conjunto.
A edificação apresenta características relevantes do ponto de vista histórico e
cultural.
A tipologia arquitetônica remete ao estilo de construção da década de 1940,
quando a arquitetura local passa do volume simples – planta retangular, pavimento térreo
coberto por telhado de duas águas e sótão – para uma planta com menor rigidez formal e
novos elementos agregados, movimento nas fachadas e telhados um pouco mais
elaborados.
Este estilo de construir local é facilmente reconhecido no imóvel, como bem
antigo e característico da região.




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